Tiroteio em escola de Minneapolis deixa duas crianças mortas

Tiroteio em escola de Minneapolis deixa duas crianças mortas

Tiroteio em escola de Minneapolis deixa duas crianças mortas

Tiroteio em escola de Minneapolis deixa duas crianças mortas e outras 18 pessoas feridas após um agressor abrir fogo contra alunos que rezavam em uma igreja que abriga a escola Annunciation, na zona sul da cidade, na quarta-feira (20). Segundo autoridades, o atirador demonstrava “obsessão em matar crianças”.

Tiroteio em escola de Minneapolis deixa duas crianças mortas

O suspeito, identificado como Robin Westman, 23 anos, chegou pela lateral do templo e disparou dezenas de vezes através das janelas com três armas de fogo legalmente adquiridas. De acordo com o chefe de polícia Brian O’Hara, Westman “parecia odiar a todos, mas acima de tudo queria assassinar menores”.

Os ataques resultaram na morte de Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10. Familiares descreveram Fletcher como um garoto que amava esportes, pesca e culinária; já Harper foi lembrada como “alegre, gentil e muito querida”. Ambos os núcleos familiares pediram ações concretas contra a violência armada.

Investigadores informaram que Westman frequentou a escola no passado e que a mãe do agressor chegou a trabalhar no local. Um artefato de fumaça foi recolhido e um bilhete de ódio foi encontrado, contendo mensagens antirreligiosas e ameaças a diversos grupos, inclusive à comunidade judaica e ao ex-presidente Donald Trump. O agressor tirou a própria vida no local.

Joseph Thompson, procurador-geral interino de Minnesota, classificou o episódio como “terrorismo doméstico motivado por ideologia de ódio”. A diretora do FBI no estado destacou que havia referências anti-católicas inscritas nas armas. Três residências ligadas ao suspeito foram vasculhadas, mas não foram identificados alertas prévios em listas de vigilância nem histórico de tratamento de saúde mental.

Moradores relataram cenas de pânico. Patrick Scallen, vizinho da igreja, socorreu uma menina ferida na cabeça. “Ela pedia para que eu não a deixasse”, disse. Outros pais descreveram o medo constante: “Todos os dias, quando deixamos nossos filhos, não sabemos se voltarão para casa”, afirmou Vincent Francoual, cujo filho de 11 anos estava na missa.

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Imagem: Internet

Após o ataque, o prefeito Jacob Frey e parlamentares estaduais defenderam a proibição de fuzis de assalto e carregadores de alta capacidade. Estudos citados pelo The New York Times indicam que limitações desse tipo reduzem a letalidade em massacres.

O caso reacende o debate sobre armas nos EUA. Para acompanhar outras coberturas sobre segurança pública, visite nossa seção Notícias Gerais.

Crédito da imagem: BBC News

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