Sabesp corta 13% da captação no Cantareira

Sabesp corta 13% da captação no Cantareira

Sabesp corta 13% da captação no Cantareira

Sabesp reduz captação de água do Cantareira em 13% a partir de 1º de setembro, atendendo decisão conjunta da Agência Nacional de Águas (ANA) e da SP Águas. A medida busca preservar o principal manancial que abastece a região metropolitana de São Paulo, afetado pela intensa estiagem dos últimos meses.

Sabesp corta 13% da captação no Cantareira

Com a nova limitação, o volume autorizado cai de 31 m³/s para 27 m³/s. Segundo dados da companhia, o Sistema Cantareira operava nesta sexta-feira (25) com apenas 35% de sua capacidade, nível mais baixo desde a crise hídrica de 2014.

A redução segue critérios definidos pela resolução criada após aquela crise, que estabelece faixas de retirada de acordo com o armazenamento. O objetivo é oferecer previsibilidade e segurança hídrica para a Grande São Paulo e para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Como compensação, a Sabesp poderá usar água bombeada do reservatório de Jaguari, na bacia do Paraíba do Sul, permitindo chegar ao limite outorgado de 33 m³/s. Ainda assim, a ANA e a SP Águas recomendaram medidas adicionais de economia por parte da companhia e dos consumidores.

No início da semana, o governo paulista determinou gestão de demanda noturna, entre 21h e 5h, com meta de poupar 4 m³/s. A concessionária também deverá apresentar um Plano de Contingência específico para a região metropolitana.

Apesar de obras recentes — como a transposição Jaguari-Atibainha e o Sistema São Lourenço — o nível dos reservatórios continua caindo. Novos projetos estão em estudo, entre eles a captação nos rios Itapanhaú e Sertãozinho, orçada em R$ 200 milhões e prevista para adicionar 2 m³/s. A empresa destina mais de R$ 1,2 bilhão a obras de resiliência hídrica até 2027, segundo a Agência SP.

De acordo com a Agência Nacional de Águas, eventos de estiagem prolongada tendem a se repetir, exigindo planejamento contínuo de abastecimento.

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Crédito da imagem: Reuters

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