Robôs para idosos: Hyodol combate solidão na Coreia
Robôs para idosos: Hyodol combate solidão na Coreia
Robôs para idosos: Hyodol combate solidão na Coreia tornam-se alternativa de cuidado à medida que o número de pessoas da terceira idade vivendo sozinhas cresce em diversos países.
Robôs para idosos: Hyodol combate solidão na Coreia
No Brasil, o Censo 2022 do IBGE revelou que 28,7% dos domicílios são ocupados por idosos que moram sozinhos, o equivalente a 5,66 milhões de brasileiros. Cenário parecido ocorre na Coreia do Sul, onde o envelhecimento acelerado e a taxa de fertilidade de apenas 0,75 filho por mulher criam um contingente de idosos isolados.
Para enfrentar o problema, a empresa sul-coreana Hyodol desenvolveu um robô homônimo equipado com chatbot baseado no ChatGPT. O dispositivo inicia conversas, lembra horários de medicamentos e refeições, além de monitorar os movimentos do usuário por sensores que enviam alertas a assistentes sociais ou familiares em caso de emergência.
Desde 2019, a prefeitura de Gungdong distribuiu 412 unidades do Hyodol. Hoje, mais de 12 mil robôs já fazem companhia a idosos em todo o país, segundo a plataforma jornalística Rest of World. A diretora do Centro de Bem-Estar de Gungdong, Kim Sun-hwa, resume a importância do projeto: “O que os idosos mais temem é a solidão”.
O êxito coreano impulsiona a expansão internacional. Depois de um programa piloto em Nova York, a Hyodol prepara o lançamento comercial nos Estados Unidos e adapta o software para conversas em chinês, inglês e japonês, além de personalizar a aparência do boneco para cada mercado.
Embora atenda a uma necessidade urgente, o uso de dados sensíveis gera debates. A pesquisadora Julie Carpenter, da California State University, alerta que ainda não se sabe como as informações são coletadas ou correlacionadas a perfis individuais. Para o CEO da Hyodol, Kim Ji-hee, “salvar vidas supera as preocupações com privacidade”.

Imagem: divulgação
O Hyodol se junta a outras iniciativas globais, como o ElliQ, em Nova York, o robô foca Paro, no Japão, e o humanoide Dexie, em Singapura, todos voltados a mitigar a solidão na terceira idade. De acordo com o Banco Mundial, a combinação de menor natalidade e maior expectativa de vida deve ampliar a demanda por soluções tecnológicas de cuidado.
Os especialistas veem nesses “companheiros artificiais” um suporte adicional, mas reforçam que eles não substituem o convívio humano. A integração entre tecnologia, políticas públicas e redes familiares permanece essencial para garantir bem-estar psicológico e qualidade de vida aos idosos.
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Crédito da imagem: divulgação/Hyodol