Reag Investimentos vira alvo da PF na Operação Carbono Oculto

Reag Investimentos vira alvo da PF na Operação Carbono Oculto

Reag Investimentos vira alvo da PF na Operação Carbono Oculto

Reag Investimentos vira alvo da PF na Operação Carbono Oculto e tem sua trajetória de rápido crescimento questionada após suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Reag Investimentos vira alvo da PF na Operação Carbono Oculto

A Polícia Federal deflagrou a Operação Carbono Oculto na última quinta-feira (28/8), colocando a Reag Investimentos, uma das maiores administradoras fiduciárias do país, no centro do noticiário econômico. A companhia, fundada em 2012 por João Carlos Mansur, administra e gere mais de R$ 340 bilhões, ocupando a oitava posição no ranking de gestores da Anbima.

Entre gestores da avenida Faria Lima, o movimento não surpreendeu: havia desconfiança sobre a transparência das estruturas de fundos da casa, muitas vezes compostos por camadas de “fundos sobre fundos”. Embora os produtos da Reag circulem fora das grandes plataformas de investimento, a possibilidade de envolvimento com o crime organizado abalou a reputação da gestora.

Investidores ouvidos pelo mercado relatam que a empresa se destacava por operações “criativas”, voltadas a clientes de alto patrimônio em busca de soluções fiscais e societárias complexas. Para especialistas, a flexibilidade em atender demandas pouco convencionais pode ter criado brechas para clientes ligados a atividades ilícitas, mesmo sem participação consciente da gestora.

Os fundos citados na investigação são, em sua maioria, fechados — fator que limita o risco de contágio sistêmico. Ainda assim, gestores estimam que cotistas devem migrar rapidamente para outras administradoras, processo que pode ser concluído em cerca de 40 dias mediante aprovação em assembleia.

Em nota, a Reag garante colaborar “integralmente” com as autoridades e reforça que vários veículos mencionados na operação “nunca estiveram” sob sua responsabilidade. A empresa também afirma ter renunciado ou liquidado, há meses, os fundos em que atuava como prestadora de serviço.

Mansur, conhecido torcedor do Palmeiras e praticante de paraquedismo, conduziu a expansão da holding por meio de aquisições de gestoras como Rapier, Quadrante, Quasar e Empírica. Em 2019, a Reag geria R$ 22,2 bi; três anos depois, já movimentava R$ 74,4 bi. Esse avanço incluiu a listagem de subsidiárias na B3, como Ciabrasf e Revee.

Com a investigação em curso, analistas avaliam que parte das fusões recentes pode ser desfeita para blindar ativos de eventuais sanções. O futuro da gestora dependerá da rapidez com que as acusações sejam esclarecidas e da capacidade de recuperar a confiança de clientes institucionais.

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Crédito da imagem: NeoFeed

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