Raízen vende usinas por R$ 1,54 bi e reforça desinvestimentos

Raízen vende usinas por R$ 1,54 bi e reforça desinvestimentos

Raízen vende usinas por R$ 1,54 bi e reforça desinvestimentos

Raízen vende usinas Rio Brilhante e Passa Tempo à Cocal Agroindústria por R$ 1,54 bilhão, ampliando para mais de R$ 4,2 bilhões o total obtido em sua atual rodada de desinvestimentos.

Venda inclui canaviais próprios e contratos com fornecedores

A operação envolve a cessão da cana-de-açúcar cultivada pela companhia e dos contratos com fornecedores vinculados às duas unidades, que, juntas, têm capacidade instalada de moagem de 6 milhões de toneladas por safra. Do valor total, R$ 1,32 bilhão correspondem aos ativos físicos e R$ 218 milhões referem-se a investimentos de manutenção da entressafra de 2025.

Aprovação do Cade e reconfiguração do parque industrial

O acordo ainda precisa do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Se chancelado, o parque industrial da Raízen passará a contar com 25 usinas e capacidade de aproximadamente 75 milhões de toneladas por safra. A companhia afirmou, em comunicado, que a transação está alinhada à sua estratégia de otimizar o portfólio, simplificar operações e elevar a rentabilidade agroindustrial.

Pacote de desinvestimentos supera R$ 4,2 bilhões

A venda desta sexta-feira é o maior negócio da sequência de alienações iniciada nos últimos meses. Em julho, a empresa negociou 55 usinas de geração distribuída de energia renovável por cerca de R$ 600 milhões. No mesmo período, fechou contratos para repassar até 3,6 milhões de toneladas de cana, avaliados em R$ 1,04 bilhão, e já havia vendido a Usina de Leme por R$ 425 milhões em maio. Segundo a agência Reuters, tais medidas buscam reduzir a alavancagem, que subiu para 4,5 vezes no primeiro trimestre da safra 2025/2026.

Desafios financeiros permanecem

Mesmo com as vendas recentes, a dívida líquida da Raízen cresceu 55,8% em um ano, atingindo R$ 49,2 bilhões. No período, a companhia reverteu lucro de R$ 1,06 bilhão e registrou prejuízo de R$ 1,84 bilhão, enquanto a receita líquida recuou 6,1%, para R$ 54,2 bilhões. As ações acumulam queda de 49,5% em 2025, conferindo valor de mercado de R$ 10,9 bilhões.

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Crédito da imagem: NeoFeed

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