Milei nega suborno da irmã e acusa ofensiva kirchnerista
Milei nega suborno da irmã e acusa ofensiva kirchnerista
Milei nega suborno da irmã e classificou como “farsa” as denúncias de pagamento de propina à secretária-geral da Presidência, Karina Milei, reveladas em áudios atribuídos ao ex-diretor da Agência Nacional para Pessoas com Deficiência (Andis), Diego Spagnuolo.
Milei nega suborno da irmã
Durante almoço com empresários nesta quinta-feira, 28, o presidente argentino afirmou que as acusações foram “produzidas por uma casta política” interessada em desgastar o governo às vésperas das eleições de Buenos Aires, em 7 de setembro, e das legislativas, em 26 de outubro. “A novela desta semana é mais uma mentira”, declarou.
Milei disse estar “à disposição da Justiça” para esclarecer o caso, mas ironizou o tempo gasto pelos magistrados com “truques políticos rançosos”. Segundo o presidente, os áudios que indicam cobrança de 3% a 4% de propina de laboratórios são montagens. Spagnuolo, que também atuava como advogado pessoal de Milei, foi demitido, alvo de busca e apreensão e deverá ser processado, informou.
Na véspera, o chefe do Executivo foi atingido por pedras e legumes em ato de campanha nos arredores de Buenos Aires. Ele minimizou o episódio, dizendo que a reação “mostra o medo” dos opositores. “Não vão nos intimidar; eles vêm pela liberdade de todos os argentinos”, afirmou, responsabilizando setores ligados à ex-presidente Cristina Kirchner pelo ataque e pela divulgação dos áudios.
O escândalo, que envolve ainda a empresa Suizo Argentina como suposta intermediária na venda de medicamentos ao Estado, já é investigado pela Justiça, com apreensão de documentos na Andis e na sede da companhia. Apesar de negar qualquer irregularidade, Milei reiterou que quer um desfecho rápido para “enterrar mais essa mentira”.

Imagem: Internet
Analistas lembram que casos de corrupção costumam influenciar o voto no país. Relatório recente da Transparência Internacional mostra que a percepção de integridade pública na Argentina piorou nos últimos anos, pressionando ainda mais a classe política.
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