Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil será votada

Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil será votada

Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil será votada

Isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais deve ser analisada pelo Congresso na próxima semana, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista concedida nesta quinta-feira, 28, à Record MG, o chefe do Executivo afirmou que a medida virá acompanhada de uma alíquota de 10% sobre a parcela de brasileiros com renda anual superior a R$ 1 milhão.

Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil será votada

Lula ressaltou que “os ricos não querem pagar Imposto de Renda, mas vão ter que pagar”, ao defender o novo escalonamento de cobrança. Na avaliação do governo, a atualização da faixa de isenção corrige a defasagem acumulada nos últimos anos e contribui para maior justiça tributária.

O presidente voltou a exaltar a recente aprovação da reforma tributária, que começará a vigorar em 2027. Ele classificou o texto como “possivelmente o mais moderno do mundo” e comemorou o avanço alcançado em um cenário de minoria parlamentar. “Tenho 70 deputados em 513 e nove senadores em 81, mas articulamos para aprovar 99% do que queríamos”, disse.

Entre as projeções oficiais, a reforma permitiria um crescimento médio acima de 2% ao ano – índice citado por Lula com base em estudos de institutos de pesquisa e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Para aprofundar a agenda de investimentos, o governo anunciou 31 propostas que somam R$ 9 bilhões, incluindo R$ 1 bilhão para a expansão do metrô de Belo Horizonte e o programa Gás do Povo, previsto para ser lançado na capital mineira nos próximos dias.

Especialistas ouvidos por veículos como a Agência Brasil destacam que a combinação de isenção ampliada e nova taxação dos mais ricos pode reduzir a regressividade do sistema tributário brasileiro, embora alertem para a necessidade de ajustes finos na regulamentação.

Lula também reforçou sua ligação histórica com Minas Gerais, citando viagens pelo Vale do Jequitinhonha, Mucuri e Triângulo Mineiro. Ele comparou a diversidade cultural do estado a “várias Minas” que dialogam com diferentes regiões do país.

Ao justificar a ausência em 2023, o presidente afirmou ter herdado um país “economicamente e politicamente destruído” e garantiu que as prioridades do primeiro ano foram a reconstrução de ministérios extintos e a retomada de relações internacionais.

No aguardo da análise legislativa, o Palácio do Planalto aposta na votação da isenção como passo decisivo para entregar uma promessa de campanha e fortalecer a narrativa de que a carga tributária será distribuída de forma mais equilibrada entre faixas de renda.

Para acompanhar o desenrolar da votação e outras pautas econômicas, visite nossa editoria de Economia & Negócios e siga de perto as próximas movimentações no Congresso.

Crédito da imagem: Record MG

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