Faria Lima PCC: PF mira fundos em esquema de R$52 bi
Faria Lima PCC: PF mira fundos em esquema de R$52 bi
Faria Lima PCC: PF mira fundos em esquema de R$52 bi A avenida símbolo do mercado financeiro brasileiro virou palco de uma megaoperação que investiga suposta lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de gestoras e bancos com sede na região.
Faria Lima PCC: PF mira fundos em esquema de R$52 bi
A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, cumpriu na quinta-feira, 28 de agosto, mandados contra cerca de 350 alvos em oito estados. O foco é uma rede que teria movimentado R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, usando mais de 1.000 postos de combustíveis como fachada e 40 fundos de investimento para blindagem patrimonial.
Entre as instituições citadas constam Reag, Genial, Trustee, Buriti, Altinvest, Libertas Asset, Actual DTVM, Banvox, Banco Master, Brasil Special Opportunities e BFL Administração de Recursos. Gestores como João Carlos Mansur, Rodolfo Riechert, André Schwartz, Maurício Antonio Quadrado e Daniel Vorcaro aparecem ligados aos nomes investigados.
No Pátio Malzoni, um dos edifícios mais emblemáticos da Faria Lima, executivos deixaram o local pelos elevadores privativos levando documentos, segundo apuração do NeoFeed. O prédio possui acesso direto a subsolos preparado para a chegada de agentes federais.
De acordo com a Receita Federal, o patrimônio sob suspeita chega a R$ 30 bilhões, distribuído em ativos como 1.600 caminhões, quatro usinas de álcool, um terminal portuário, mais de 100 imóveis, seis fazendas em São Paulo e uma casa avaliada em R$ 13 milhões em Trancoso (BA).
A engrenagem financeira recorria a transações sucessivas entre fundos compostos por um único cotista, dificultando o rastreamento da origem dos recursos. A fintech BK Instituição de Pagamento seria o principal canal para internalizar valores ilícitos no sistema, conforme as investigações.
Gestores ouvidos pela reportagem afirmam que boatos sobre o elo entre mercado financeiro e PCC circulavam há pelo menos duas semanas, indicando possível vazamento da operação. “Vai subir a régua de compliance para todo o setor”, disse um profissional que pediu anonimato.

Imagem: Internet
As casas citadas negam irregularidades. A Reag declarou ter atuado “de forma regular e diligente” e que já renunciou à gestão dos fundos mencionados. A Genial manifestou “surpresa e indignação”, ressaltando padrões elevados de governança. Libertas e Actual informaram não serem alvos formais da investigação.
Detalhes adicionais podem ser conferidos no site oficial da Polícia Federal, que centraliza notas sobre a operação.
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Crédito da imagem: NeoFeed