EUA barram viagem de autoridades palestinas à ONU em NY

EUA barram viagem de autoridades palestinas à ONU em NY

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EUA barram viagem de autoridades palestinas à ONU em NY logo antes da Assembleia Geral de setembro, ao anunciar que negarão ou revogarão vistos de representantes palestinos que pretendem desembarcar em Nova York.

EUA barram viagem de autoridades palestinas à ONU em NY

O secretário de Estado, Marco Rubio, acusou a Autoridade Palestina (AP) e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de “minar os esforços de paz” e buscar “reconhecimento unilateral de um Estado palestino conjectural”. Segundo ele, os vistos só serão emitidos se forem “consistentes” com os requisitos legais dos EUA.

A decisão contrasta com a prática habitual: como país-sede, Washington deve facilitar a entrada de delegações estrangeiras que participam de reuniões na sede das Nações Unidas, conforme o Acordo da Sede de 1947. Especialistas questionam se a medida respeita o documento, que veda obstáculos à presença de autoridades estrangeiras independentemente das relações bilaterais.

A presidência da AP classificou a medida como “contradição clara ao direito internacional” e pediu que o governo norte-americano volte atrás. O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, afirmou que o organismo já discute o impasse com o Departamento de Estado e espera uma solução antes do início do debate sobre a solução de dois Estados, patrocinado por França e Arábia Saudita.

França, Reino Unido, Canadá e Austrália anunciaram que apoiarão o reconhecimento formal da Palestina na sessão deste ano. Atualmente, 147 dos 193 Estados-membros da ONU já reconhecem a entidade palestina, mas Israel, com apoio total da administração de Donald Trump, rejeita qualquer movimento nesse sentido. Para o premiê Benjamin Netanyahu, reconhecer a Palestina significaria “recompensar o terrorismo monstruoso do Hamas”.

Desde o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 mortos em Israel, mais de 63 mil pessoas morreram em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde controlado pelo grupo. O impasse sobre vistos agrava o clima diplomático às vésperas de um debate crucial na ONU sobre o futuro da região. A Organização das Nações Unidas enfatiza que a participação de todas as partes é essencial para qualquer avanço.

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Imagem: Internet

O bloqueio de vistos também lança dúvidas sobre a eventual presença do presidente Mahmoud Abbas em Nova York. Caso a restrição seja mantida, a voz palestina poderá ficar limitada à missão observadora que já atua na ONU desde 1974.

Em meio às pressões internacionais, o desfecho do impasse indicará até que ponto os EUA estão dispostos a flexibilizar sua postura diante de aliados europeus que buscam uma saída diplomática para o conflito.

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Crédito da imagem: Getty Images

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