Combustível adulterado: megaoperação expõe fraude em SP

Combustível adulterado: megaoperação expõe fraude em SP

Combustível adulterado: megaoperação expõe fraude em SP

Combustível adulterado: megaoperação expõe fraude em SP inicia o alerta após a Secretaria da Fazenda e Planejamento paulista desbaratar um esquema que usava metanol para enganar motoristas em mais de 300 postos no estado.

Combustível adulterado: megaoperação expõe fraude em SP

A investigação atingiu 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, algumas ligadas ao PCC. O grupo adicionava até 90% de metanol na gasolina, substância cujo limite permitido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é de apenas 0,5%. O metanol, cor-lisa e com odor parecido ao de bebida alcoólica, é altamente inflamável e pode corroer componentes como bomba de combustível, bicos injetores e câmaras de combustão.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a perda de potência é o primeiro sintoma percebido: o acelerador fica “borrachudo” e o carro exige mais força para ganhar velocidade. Outros sinais incluem aumento de consumo, dificuldade de partida pela manhã, odores anormais no escapamento, cheiro de solvente ou querosene e ruído metálico semelhante ao de corrente de bicicleta.

Antes que problemas graves apareçam, o motorista pode realizar um teste simples exigido em todo posto pela Resolução 9/2007 da Agência Nacional do Petróleo. Basta misturar 50 ml de gasolina com 50 ml de água salgada: após dez minutos, a gasolina deve ficar em cima, marcando 65 ml. Volume menor indica excesso de álcool; maior, mistura além do permitido.

Investigações apontam que o metanol era importado via porto de Paranaguá por empresas de fachada. Por ser mais barato que gasolina e etanol, o solvente elevava artificialmente a margem de lucro dos postos, mas impunha alto risco de incêndio, além de danos imediatos ao motor — alguns veículos não suportam um tanque inteiro dessa mistura.

Para evitar prejuízos, especialistas recomendam abastecer sempre no mesmo posto confiável, exigir nota fiscal e observar qualquer alteração no desempenho do veículo logo após o abastecimento. Caso desconfie de combustível adulterado, o consumidor pode acionar a ANP pelo telefone 0800-970-0267 ou pelo aplicativo ANP no Celular.

Confira também como a variação nos preços dos combustíveis afeta o bolso dos brasileiros nesta análise da editoria de Economia e Negócios e mantenha-se informado sobre o setor.

Crédito da imagem: Kittisak Kaewchalun/iStock

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