BNP Paribas injeta R$ 773 mi no Brasil para infraestrutura
BNP Paribas injeta R$ 773 mi no Brasil para infraestrutura
BNP Paribas injeta R$ 773 mi no Brasil para infraestrutura em movimento que prepara a subsidiária para disputar espaço no mercado de capitais e financiar novos projetos de grande porte.
BNP Paribas injeta R$ 773 mi no Brasil para infraestrutura
O banco francês anunciou nesta sexta-feira, 29 de agosto, um aporte de R$ 773 milhões em sua operação brasileira. O capital, que ainda depende de aval do Banco Central, será integralizado em caixa, diferentemente das emissões de dívida realizadas em 2021 e 2022.
De acordo com o CEO local, Ricardo Guimarães, o reforço mira principalmente a área de investment banking para capturar oportunidades de renda fixa ligadas a concessões de infraestrutura. “O papel do banco deixou de ser apenas credor; agora damos suporte aos clientes dentro do mercado de capitais”, afirmou.
Mercado de capitais aquecido
Números da Anbima mostram que as empresas levantaram R$ 709,2 bilhões em instrumentos de renda fixa em 2024, sendo R$ 473,7 bilhões em debêntures. No primeiro trimestre de 2025, outras captações de R$ 142,6 bilhões confirmaram o apetite dos investidores.
O BNP já participou de transações relevantes nesse segmento, como a oferta de R$ 5 bilhões em debêntures da Nova Rota do Oeste e a emissão de R$ 1,64 bilhão da Entrevias. Com mais capital, o banco pretende assumir bilhetes maiores e ampliar sua presença em setores como saneamento e rodovias, que exigem altos volumes de investimento nos próximos anos.
Estrutura reforçada e novos executivos
O plano de expansão inclui contratações estratégicas. Chegaram Emanuel Guerra (ex-J.P. Morgan) para liderar estruturação na América Latina e Fábio Mourão (ex-UBS) para estreitar o relacionamento com clientes corporativos. Outras adições estão previstas.
Enquanto isso, os números locais avançam. A receita com intermediação financeira somou R$ 5,6 bilhões em 2024, salto de 50,7%. A área de investment banking já representa 20% dos resultados no país, que responde por 2,5% da divisão global do grupo.

Imagem: Internet
Perspectivas
Guimarães avalia que o fim do ciclo de aperto monetário pode abrir espaço para cortes na Selic a partir de 2026, impulsionando um novo “capex cycle”. O executivo, porém, descarta pressa em renda variável: o banco aguarda a autorização para sua DTVM, esperada para 2026, antes de entrar com força no segmento de equities.
A injeção de recursos também fortalecerá o banco de atacado, especialmente em operações de project finance e export finance, que costumam demandar hedge e soluções integradas.
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Crédito da imagem: NeoFeed