Agenda econômica de setembro testa mercado financeiro

Agenda econômica de setembro testa mercado financeiro

Agenda econômica de setembro testa mercado financeiro

Agenda econômica de setembro testa mercado financeiro ao concentrar julgamentos políticos, decisões de juros e dados relevantes que podem ampliar a volatilidade dos ativos brasileiros.

Agenda econômica de setembro testa mercado financeiro

Com 22 dias úteis, setembro de 2025 reúne eventos raramente vistos no mesmo período. No dia 2, o Supremo Tribunal Federal inicia o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por suposto golpe de Estado, enquanto o IBGE divulga o Produto Interno Bruto do 2º trimestre, projetado entre 0,2% e 0,5% após alta de 1,4% no início do ano. A combinação de tensão política e possível desaceleração econômica tende a influenciar o prêmio de risco do país.

No dia seguinte, 3 de setembro, o Congresso pode votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 e avançar na Reforma Administrativa. Paralelamente, em Washington, o USTR realiza audiência sobre supostas práticas comerciais ilegais do Brasil, tema que mobiliza empresários nacionais em defesa de menores tarifas.

A agenda social segue com o envio ao Legislativo do projeto “Gás do Povo”, que prevê glp gratuito para 46 milhões de brasileiros, ampliando o debate sobre gastos públicos em meio à meta de déficit zero.

Em 17 de setembro, outra superquarta coloca em foco as decisões de Banco Central e Federal Reserve. Analistas esperam manutenção da Selic em 15%, mas a recente deflação do IPCA-15 reacendeu apostas em corte antecipado. Já o Fed pode reduzir sua taxa básica em 0,25 ponto, para a faixa de 4%–4,25%. O cronograma completo das reuniões do Copom está disponível no site do Banco Central (bcb.gov.br).

O dia 22 reserva a divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que pode anunciar bloqueios orçamentários. Em 23 de setembro, será publicada a ata do Copom, seguida, em 25, pela apresentação do novo Relatório de Política Monetária por Gabriel Galípolo e Diogo Guillen.

No campo internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre a Assembleia Geral da ONU em 23 de setembro, antes da fala do líder norte-americano. O encontro ocorre na mesma semana da Climate Week, de 21 a 28, em Nova York, evento que ganha força às vésperas da COP 30 em Belém.

Especialistas alertam que a simultaneidade de fatores políticos — de movimentos pró-Bolsonaro a possíveis embates retóricos entre Lula e Donald Trump — pode elevar a volatilidade do dólar. Em paralelo, a percepção de que o Fed perderia independência, caso a influência política avance, adiciona incerteza ao câmbio global.

Com tantos vetores, operadores de mercado devem redobrar atenção para ajustar posições diante de notícias que podem alterar premissas sobre crescimento, inflação e trajetória fiscal em questão de horas.

Para acompanhar como os desdobramentos de setembro afetarão empresas e investimentos, leia também os destaques da editoria de Economia e Negócios em Magazine Notícias e continue informado.

Crédito da imagem: NeoFeed

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